sábado, 23 de janeiro de 2010

O gigante em estado vegetativo

Quando, em meados de janeiro de 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo foi eleito presidente do Palmeiras, boa parte da torcida, inclusive eu, ficou muito feliz. Finalmente Belluzzo seria o presidente do Palmeiras. Títulos, modernidade, etc, etc, etc, viriam ao Palmeiras depois de anos de atraso na gestão de um dos maiores clubes da cidade de São Paulo.

Hoje, a cena é diferente. Belluzzo está mais perdido que filho-da-puta em Dia dos Pais. Claramente atordoado com o futebol e com o cargo que ocupa, Belluzzo aparece nas entrevistas cada vez mais com cara de "we are not amused". Belluzzo e a diretoria do Palmeiras não tinham/tem o know-how de gerência de um clube do tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, mais especificamente o futebol, carro-chefe da instituição.

E mais, vergonha atrás de vergonha, quem anda sofrendo é a torcida. Talvez não pela falta de qualidade dos times, pois beira a obviedade a qualidade de um time que foi 5º colocado do Campeonato Nacional - excetuando-se o campeonato inteiro e como ocorreram os fatos.

A questão não é falar se o time é bom ou deixa de ser. O Palmeiras está se tornando o Atlético-MG de São Paulo.

É, hoje, um time que não chega a ser pequeno. Mas está um passo atrás de seus rivais - São Paulo e Corinthians - em praticamente todos os aspectos: elenco, gestão, patrocínio, etc.

A diferença é que o Atlético-MG aparenta estar chegando perto do Cruzeiro e o Palmeiras parece ficar cada vez mais longe de Corinthians e São Paulo.

Uma vitória amanhã, contra o Ituano e no Palestra Itália fará com que a torcida se exalte e se auto-proclame do alto de sua grande majestade e pseudo-superioriadade como a torcida do grande time e dos grandes jogadores. E assim cainha o Palmeiras, cada vez mais ilusório, cada vez mais parecendo uma grande salas de espelhos em que, ora se vê forte e robusto e ora se vê magro e fraco.

O Palmeiras tem eleições no início de 2011 e Belluzzo já adiantou: não vai se candidatar.

Louco seria o torcedor que, lá no começo de 2009 iria preferir outro candidato a Belluzzo. O Palmeiras, estagnado como está só não pode arriscar em retroceder com o grupo de Mustafá. Mas, em janeiro, terá uma oportunidade de sair da areia movediça que lentamente corrompe o gigante que é a instituição alviverde.

ps. o autor, eu, sou palmeirense.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Change. Can we believe in?

Nesse início de ano cheio de catástrofes naturais nos deparamos com algo que já nos preocupava no ano passado: a natureza e consequentemente a força da mesma sobre nós.

Tanto o deslizamento de terra em Angra dos Reis quanto os movimentos sísmicos no Haiti causaram mortes, sobretudo o segundo que acarretou em milhares delas e em pânico geral nesse pobre país da América Central.

E estamos em 19 de janeiro.

Duas semanas e meia se passaram desde o Ano Novo e essas duas tragédias, "causadas pela Natureza", já estão marcadas em nossas mentes. Além disso, desde o término do ano passado até hoje, chuvas intensas são praticamente diárias na Região Sudeste, sobretudo no Estado de São Paulo.

Não sou contra nenhuma teoria de que isso seja algo natural da Terra. Pois é natural. A Terra se "auto-cura" do que estiver prejudicando-a. É, de fato, um organismo. Vejamos, por exemplo, o nosso próprio organismo e a sua imunidade.

O fato é que o mundo deve mudar e veremos isso nesse ano. A grande pergunta é: nós vamos mudar?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É tudo improviso, literalmente?

O programa é ótimo. O improviso, perfeito - até quando dá errado. Cenário legal, a banda até que é boa, os comediantes são fantásticos, o apresentador é bom - precisa melhorar -, e as brincadeiras são muito boas e bem sacadas.

O programa em si é bom. Mas é gravado. E o brilho do "É tudo improviso", que estreou ontem na Band, perdeu 50% de seu espetáculo. Compreende-se: o apresentador não tinha expertise para apresentar um programa de TV. Mas até aí tudo bem.

O que rola é que um programa que se "gaba" de fazer tudo no improviso, com a gravação, recebeu toques da edição ("pensamentos" da plateia, cortes, etc) e assim pareceu que o programa era o "É tudo No Roteiro".

Mas rendeu boas risadas, extremamente boas e risadas em sua essência: risada do que é engraçado, de fato.

Os comediantes aparentavam um entrosamento "de anos" e um pensamento muito rápido para fazer as sacadas que tiraram as risadas da plateia e do telespectador.

Outro ponto alto do programa foram as entradas de stand-up comedy de outro comediante, Marco Luque, do CQC. Ainda mais engraçado que no CQC, Luque liberava um pouco o excesso de boas brincadeiras dos outros comediantes com um bem bolado stand-up, além de ter feito um belo papel no "Caiu de paraquedas".

Bom programa e com tudo para dar certo, o "É tudo improviso" conseguiu 3 de Ibope. Abaixo do famoso CQC, mas ótimo para uma estreia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O terrorismo te aterroriza?

É comum ver nos notíciarios, sobretudo recentemente, sobre essa tal constante ameaça terrorista em sua maioria alardeada por grupos islâmicos radicais como a Al Qaeda. O presidente norte-americano e Nobel da Paz, Barack Obama, disse recentemente que é necessário conter essa ameaça nos Estados Unidos.

Mas, e aqui no Brasil? O terrorismo te aterroriza?

Muitas pessoas acham que o terrorismo é composto por islâmicos radicais que se matam por sua religião, por seu Deus Alá, e até para desfrutar das 70 virgens que existem no seu. Mas terrorismo é mais que isso. Ou melhor, o terrorismo é muito menos que isso. Ás vezes um estigma de palavra nos faz associar certas coisas, como é o caso do terrorismo.

Mas é muito mais simples: terror + ismo.

De forma sucinta, o Wikipedia explica: Terrorismo é uma estratégia política que consiste no uso de violência, física ou psicológica, em tempos de paz, por indivíduos ou grupos políticos, contra a ordem, através de ataques a um governo ou à população que o legitimou, de modo que os estragos psicológicos ultrapassem largamente o círculo das vítimas, para incluir o resto da população do território."

E agora chegamos ao ponto que quero debater: o terrorismo que nos parece tão lonte, tão alheio e tão fruto de uma raiva religiosa contra o tal "Império de Satã", existe também no Brasil?

Vamos lá, basta tocar em alguns pontos:
  • você provavelmente tem medo de sair à rua, sobretudo se mora em um local considerado perigoso.
  • você provavelmente se preocupa com segurança.
A violência, no Brasil, assume índices escabrosos. Índices de guerra, armas de guerra. Apenas achamos que não estamos em uma guerra contra o terror (lembra dos EUA). Passei a pensar nisso: o governo brasileiro não se acha numa guerra contra o terror.

Não investimos na nossa polícia, não investimos em nada que englobe vencer essa guerra. Estamos apenas mantendo a situação como está (será?) e é melhor dar graças a Deus sobre isso.

Mesmo assim a população morre de medo dos terroristas que rondam nossas casas.

A nossa sorte é que não são homens-bomba.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não existe mais Love no futebol

Lembro bem de cronistas esportivos balbuciando sobre a falta de qualificação dos times de futebol e dos chamados cartolas brasileiros, relinchavam e gritavam que o futebol - e os times - deveriam ser tratados e gerenciados como empresas. O futebol é um negócio, é um business ou é um entretenimento?

Hoje esses mesmos cronistas esportivos voltam a balbuciar contra os malefícios de empresários, jogadores divididos em duas, três ou quatro partes. Relincham em seus blogs, colunas e artigos: estão acabando com o futebol. Os times viraram barriga-de-aluguel.

E os times hoje nada podem fazer. São tratados como mero coadjuvantes em negociações que vão definir apenas "em qual dessas empresas vai jogar o meu cliente". E os empresários estão corretos. Ninguém seria tolo de poder deixar de ganhar milhões de dólares e euros. O futebol paga: o time precisa de jogadores para satisfazer os torcedores fanáticos por títulos, conquistas e vitórias. O time que não consegue jogadores, consequentemente não conseguirá títulos - falando em possibilidade, é claro.

E aí entramos num ponto crucial desse detalhe do futebol: a paixão. Esse business que se torna o futebol, diariamente, vai contagiando também aqueles torcedores que antes eram apaixonados não pela marca do seu time, mas sim pelo escudo, pela camisa. Hoje patrocinadores lotam camisas de clubes de futebol em troca de dinheiro: e os torcedores já não se importam. Só querem saber de mais e mais empresas depositando caminhões de dinheiro nos cofres dos seus clubes falidos.



O primeiro post

Tudo tem um início e um fim - e um meio. E para começar esse blog, tenho que dar um pontapé inicial: o primeiro post.

Poderia pensar em inúmeras coisas a escrever neste primeiro post, enfim, poderia bancar o engraçado, o intelectual, o descolado, o tecnológico, o playboy, o sofredor, etc. Mas não. Prefiro deixar em aberto.

E aqui escreverei sobre o que vier na cabeça. Desde futebol até, sei lá, os filmes que eu assistir. Coisas que gosto.

Inté!