terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É tudo improviso, literalmente?

O programa é ótimo. O improviso, perfeito - até quando dá errado. Cenário legal, a banda até que é boa, os comediantes são fantásticos, o apresentador é bom - precisa melhorar -, e as brincadeiras são muito boas e bem sacadas.

O programa em si é bom. Mas é gravado. E o brilho do "É tudo improviso", que estreou ontem na Band, perdeu 50% de seu espetáculo. Compreende-se: o apresentador não tinha expertise para apresentar um programa de TV. Mas até aí tudo bem.

O que rola é que um programa que se "gaba" de fazer tudo no improviso, com a gravação, recebeu toques da edição ("pensamentos" da plateia, cortes, etc) e assim pareceu que o programa era o "É tudo No Roteiro".

Mas rendeu boas risadas, extremamente boas e risadas em sua essência: risada do que é engraçado, de fato.

Os comediantes aparentavam um entrosamento "de anos" e um pensamento muito rápido para fazer as sacadas que tiraram as risadas da plateia e do telespectador.

Outro ponto alto do programa foram as entradas de stand-up comedy de outro comediante, Marco Luque, do CQC. Ainda mais engraçado que no CQC, Luque liberava um pouco o excesso de boas brincadeiras dos outros comediantes com um bem bolado stand-up, além de ter feito um belo papel no "Caiu de paraquedas".

Bom programa e com tudo para dar certo, o "É tudo improviso" conseguiu 3 de Ibope. Abaixo do famoso CQC, mas ótimo para uma estreia.

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