Hoje, a cena é diferente. Belluzzo está mais perdido que filho-da-puta em Dia dos Pais. Claramente atordoado com o futebol e com o cargo que ocupa, Belluzzo aparece nas entrevistas cada vez mais com cara de "we are not amused". Belluzzo e a diretoria do Palmeiras não tinham/tem o know-how de gerência de um clube do tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, mais especificamente o futebol, carro-chefe da instituição.
E mais, vergonha atrás de vergonha, quem anda sofrendo é a torcida. Talvez não pela falta de qualidade dos times, pois beira a obviedade a qualidade de um time que foi 5º colocado do Campeonato Nacional - excetuando-se o campeonato inteiro e como ocorreram os fatos.
A questão não é falar se o time é bom ou deixa de ser. O Palmeiras está se tornando o Atlético-MG de São Paulo.
É, hoje, um time que não chega a ser pequeno. Mas está um passo atrás de seus rivais - São Paulo e Corinthians - em praticamente todos os aspectos: elenco, gestão, patrocínio, etc.
A diferença é que o Atlético-MG aparenta estar chegando perto do Cruzeiro e o Palmeiras parece ficar cada vez mais longe de Corinthians e São Paulo.
Uma vitória amanhã, contra o Ituano e no Palestra Itália fará com que a torcida se exalte e se auto-proclame do alto de sua grande majestade e pseudo-superioriadade como a torcida do grande time e dos grandes jogadores. E assim cainha o Palmeiras, cada vez mais ilusório, cada vez mais parecendo uma grande salas de espelhos em que, ora se vê forte e robusto e ora se vê magro e fraco.
O Palmeiras tem eleições no início de 2011 e Belluzzo já adiantou: não vai se candidatar.
Louco seria o torcedor que, lá no começo de 2009 iria preferir outro candidato a Belluzzo. O Palmeiras, estagnado como está só não pode arriscar em retroceder com o grupo de Mustafá. Mas, em janeiro, terá uma oportunidade de sair da areia movediça que lentamente corrompe o gigante que é a instituição alviverde.
ps. o autor, eu, sou palmeirense.
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