quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não existe mais Love no futebol

Lembro bem de cronistas esportivos balbuciando sobre a falta de qualificação dos times de futebol e dos chamados cartolas brasileiros, relinchavam e gritavam que o futebol - e os times - deveriam ser tratados e gerenciados como empresas. O futebol é um negócio, é um business ou é um entretenimento?

Hoje esses mesmos cronistas esportivos voltam a balbuciar contra os malefícios de empresários, jogadores divididos em duas, três ou quatro partes. Relincham em seus blogs, colunas e artigos: estão acabando com o futebol. Os times viraram barriga-de-aluguel.

E os times hoje nada podem fazer. São tratados como mero coadjuvantes em negociações que vão definir apenas "em qual dessas empresas vai jogar o meu cliente". E os empresários estão corretos. Ninguém seria tolo de poder deixar de ganhar milhões de dólares e euros. O futebol paga: o time precisa de jogadores para satisfazer os torcedores fanáticos por títulos, conquistas e vitórias. O time que não consegue jogadores, consequentemente não conseguirá títulos - falando em possibilidade, é claro.

E aí entramos num ponto crucial desse detalhe do futebol: a paixão. Esse business que se torna o futebol, diariamente, vai contagiando também aqueles torcedores que antes eram apaixonados não pela marca do seu time, mas sim pelo escudo, pela camisa. Hoje patrocinadores lotam camisas de clubes de futebol em troca de dinheiro: e os torcedores já não se importam. Só querem saber de mais e mais empresas depositando caminhões de dinheiro nos cofres dos seus clubes falidos.



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